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Pop Rua Jud acolhe mulheres em situação de rua e orienta vítimas de violência

Workshop com o tema: “Reaprendendo a viver: como se libertar da validação masculina”, reuniu cerca de 20 mulheres que estão em situação de rua e vulnerabilidade social.

Elden Carlos – Editor

Cerca de vinte mulheres consideradas em situação de rua e vulnerabilidade social participaram nesta sexta-feira (19) de um workshop promovido pelo programa Pop Rua Jud Amapá, executado pelo Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), através do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Zona Norte (Cejusc Norte). Com o tema: “Reaprendendo a viver: como se libertar da validação masculina”, o evento propôs o acolhimento, reflexão e enfrentamento à violência de gênero, fortalecendo os vínculos emocionais e elevando a autoestima dessas mulheres que – pelas condições vulneráveis, se tornam presas fáceis para os abusadores.

Palestras motivacionais e informações sobre direitos e canais de atendimento, em caso de violência, foram ministrados durante encontro

“O workshop integra uma agenda permanente de ações restaurativas e tem foco no fortalecimento das mulheres em situação de rua. A iniciativa promove conscientização sobre violências física, moral, patrimonial e psicológica e orienta sobre os canais de denúncia. Libertar-se da validação masculina e denunciar os agressores são passos essenciais para o exercício pleno da cidadania e para o acesso à Justiça de forma imediata, segura e efetiva”, detalhou juiz Marconi Pimenta, coordenador nacional do Pop Rua Jud.

O encontro ocorreu em espaço institucional de escuta e diálogo, com abordagem voltada à promoção da cidadania, à inclusão social e ao enfrentamento de práticas machistas que impactam trajetórias de vida marcadas pela vulnerabilidade. Especialistas das áreas de psicologia e psicanálise, Apolo Andrade, Darcirene Brazão e José Lacerda atuaram com palestras e conduziram debates sobre dependência emocional, autoestima e caminhos para a construção da autonomia feminina. Também integraram a equipe técnica do workshop as conciliadoras do Cejusc Norte, Poena Rodrigues, Ana Carla Ferreira e Flávia Rodrigues.

O evento foi marcado por relatos de histórias emocionantes e superação, mas também serviu para desnudar uma verdade que muitas vezes acaba sendo romantizada pela população. Esse tipo de encontro serve para tratar de realidades vividas por mulheres em extrema vulnerabilidade. Mulheres em situação de rua mantêm relações marcadas por violência física e psicológica, se tornando na grande maioria dos casos dependentes químicas e sofrente por consequência a exclusão familiar. Esses e outros fatores as tornam invisíveis de alguma forma, dificultando denúncias e comprometendo o acesso delas à proteção institucional.

Imagens: Divulgação/ Tjap

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