Geral

Ministério Público do Amapá oferta denúncia contra assassino de Paula Barroso

Vítima foi assassina pelo companheiro no último domingo (25). Denúncia criminal foi protocolada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) nesta quarta-feira (28). Família da vítima foi acolhida pelo MP-AP

A 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Macapá protocolou, nesta quarta-feira (28), denúncia criminal de feminicídio contra Alciderico Santos Moreira, que assassinou com um tiro no rosto a companheira Benedita de Jesus Barroso da Costa, de 30 anos. O crime ocorreu na noite de domingo (25) na comunidade do Bonito, quilometro 18 da BR-210, zona rural de Macapá. Os promotores de justiça Hélio Paulo Furtado e Carolina Oliveira sustentaram na denúncia que denúncia que o acusado matou a companheira em contexto de violência doméstica e familiar, motivado por ciúmes, sentimento de posse e disputa patrimonial.

Alciderico Santos havia feito várias ameaças horas antes do assassinato

De acordo com a denúncia ministerial, o crime foi praticado pela condição do sexo feminino, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de histórico de ameaças e agressões anteriores. Ainda conforme a peça acusatória, a vítima vivia um ciclo contínuo de violência, marcado por agressões físicas, violência patrimonial e ameaças reiteradas, inclusive registradas em mensagens de áudio juntadas aos autos. “Paula Barroso”, como conhecida artisticamente era enfermeira, participou de vários concursos de beleza, chegando a ser eleita miss. Ela deixou dois filhos órfãos.

A denúncia foi protocolada sob o rito do Tribunal do Júri, com pedido de condenação pelo crime de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo, além da fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais causados à família.

Paula Barroso, de 30 anos, deixa 2 filhos órfãos

No mesmo dia da apresentação da denúncia, os promotores receberam os pais da vítima em reunião realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, no Araxá. O encontro teve como objetivo ouvir os familiares, prestar solidariedade institucional e oferecer o apoio necessário às vítimas indiretas do crime.

O promotor de Justiça Hélio Paulo destacou que a atuação do MP-AP vai além da persecução penal. “A apresentação da denúncia é uma etapa fundamental, mas igualmente importante é garantir que os familiares da vítima sejam acolhidos, ouvidos e tenham acesso à rede de proteção. O Ministério Público está comprometido em atuar com firmeza e sensibilidade em casos de feminicídio”, afirmou.

Família de Paula recebeu acolhimento do Ministério Público do Amapá

A promotora Carolina Oliveira ressaltou que “além da atuação jurídica, o órgão ministerial busca assegurar atendimento humanizado à família, especialmente diante da gravidade do crime e do impacto social causado. A vítima deixou dois filhos órfãos, o que exige atenção especial do sistema de justiça”, pontuou.

Como encaminhamento, os familiares foram informados sobre a possibilidade de atendimento pelo Centro de Atendimento às Vítimas ‘Nós Pertencemos’ (CAVINP), serviço do MP-AP voltado ao acolhimento psicossocial, orientação jurídica e acompanhamento de vítimas e familiares afetados por crimes violentos.

Diante da gravidade dos fatos, o MP-AP deixou de propor acordo de não persecução penal e requereu que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri, bem como a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais à família da vítima.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo