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Hospital Mãe Luzia é referência no acolhimento de mulheres vítimas de violência

Dados do setor psicossocial da unidade apontam que, no ano passado, 152 mulheres foram atendidas. A maioria dos casos envolve jovens vítimas de violência sexual.

O ano de 2026 iniciou com vários casos de violência contra as mulheres no Amapá, incluindo aproximadamente 8 registros de feminicídios só nas primeiras semanas de janeiro. Os números acenderam um alerta ainda maior para adoção de medidas de enfrentamento a esses crimes físicos e psicológicos. A rede de apoio – que vem sendo fortalecida ao longo dos últimos três anos pelo governo estadual, tem entre seus mecanismos o Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), que segue como referência no acolhimento e atendimento humanizado a mulheres e adolescentes vítimas de violência no Amapá. Dados do setor psicossocial da unidade apontam que, no ano passado, 152 mulheres foram atendidas. A maioria dos casos envolve jovens vítimas de violência sexual; do total, cinco foram vítimas de violência física.

O levantamento mostra que o número de atendimentos se mantém elevado. Em 2023, foram 142 mulheres acolhidas, número que subiu para 158 em 2024, evidenciando a demanda constante por serviços especializados de cuidado, proteção e garantia de direitos. Segundo a assistente social e gerente do setor psicossocial do HMML, Marluce de Oliveira Castro, o atendimento começa com a escuta qualificada, respeitando o sigilo absoluto das informações. “Nosso trabalho é pautado no acolhimento em local reservado, com escuta ativa e respeito à privacidade da usuária. Muitas chegam emocionalmente fragilizadas, e esse primeiro contato é fundamental para que se sintam seguras e amparadas”, destacou a gerente.

O Hospital da Mulher dispõe de uma enfermaria específica para mulheres vítimas de violência, garantindo assistência integral desde a entrada na unidade até os encaminhamentos necessários.

O fluxo inicia com a Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), seguido de consulta médica, exames, dispensação de medicamentos e apoio laboratorial. O atendimento psicossocial é considerado o pilar essencial no cuidado às vítimas.

No Serviço Social, a equipe assegura a orientação sobre os serviços disponíveis na rede de assistência e realiza o preenchimento da ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), encaminhada ao Núcleo de Epidemiologia do HMML. Nos casos de violência sexual, que representaram 150 dos atendimentos em 2025, o hospital segue rigorosamente os protocolos clínicos e legais. Isso inclui profilaxias para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e acompanhamento ambulatorial, conforme previsto na legislação vigente.

“Trabalhamos de forma integrada para garantir que cada mulher tenha acesso aos seus direitos, com atendimento ético e técnico. Nosso compromisso é oferecer cuidado e proteção em cada situação”, reforçou Marluce Castro.

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