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Petróleo: Perfuração é interrompida após vazamento de fluido na foz do rio Amazonas

Petrobras disse, em nota, que o vazamento foi “imediatamente contido e isolado”, e que o material despejado “atende aos limites de toxicidade e é biodegradável”, não oferecendo riscos ao meio ambiente ou à população que vive na costa amapaense.

No último domingo, 4, a Petrobras interrompeu as operações de perfuração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas devido ao vazamento de fluido em uma sonda. O incidente ocorreu no poço Morpho, que fica a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá. De acordo com a Petrobras, a perda de fluido ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço. A estatal diz que o vazamento foi “imediatamente contido e isolado”, e que o material despejado “atende aos limites de toxicidade e é biodegradável”, não oferecendo riscos ao meio ambiente ou à população que vive na costa amapaense.

As linhas foram levadas à superfície para avaliação dos danos e reparo, o que deve paralisar as operações no poço Morpho por um período de até quinze dias. “Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança, e a ocorrência não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, diz o comunicado enviado pela estatal.

Engenheiros e técnicos avaliam vazamento para poder retomar os trabalhos

Perfuração começou há três meses após longo imbróglio no Ibama O poço Morpho é o primeiro local de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, onde a Petrobras travou um intenso duelo com o Ibama para obter a licença de exploração. O órgão ambiental barrou sucessivas vezes os pedidos da estatal para operar na região, citando os riscos de desastre ecológico e forte impacto sobre as populações indígenas e ribeirinhas em caso de um vazamento de petróleo.

Somente em outubro de 2025, sob intensa pressão de autoridades como o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o Ibama cedeu e autorizou a Petrobras a explorar o Bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. Para emitir a licença, o órgão exigiu que a estatal construísse um centro de tratamento emergencial da fauna marinha e realizasse simulações de vazamentos de petróleo para comprovar a capacidade de conter uma catástrofe ambiental.

Com informações da Veja

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