Geral

Clécio aciona a Aneel para suspender reajuste que impacta conta de luz dos amapaenses

Em Brasília, governador do Amapá colocou cartas na mesa para executivos da diretoria da Aneel, afirmando que amapaenses não podem ser penalizados com reajuste exorbitante..

Elden Carlos – Editor

Uma semana após a ação parlamentar, impetrada por meio de ofício assinado pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, junto à Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e que retirou de pauta a votação do reajuste da tarifa de energia elétrica para o Amapá, prevista em 32%, o governador Clécio Luíz foi surpreendido no início da semana com a informação de que os diretores da autarquia convocaram uma reunião (à portas fechadas) para discutir  om reajuste anual, mas com um percentual de 24%. Diante da notícia, o chefe do Executivo embarcou para Brasília (DF) ao mesmo tempo em que mobilizou a bancada federal para intervir no caso.

“Estamos solicitando que o reajuste não seja votado enquanto não forem considerados mecanismos que possam mitigar o aumento, especialmente, a utilização de recursos já previstos em lei. Não vamos aceitar esse aumento, não é aceitável que milhares de famílias sejam penalizadas por decisões que desconsiderem a realidade do nosso Estado. A agência está sendo cruel com a nossa população”, destacou o governador Clécio Luís, que sentou à mesa com a diretoria da Aneel.

Clécio Luíz afirmou na reunião, em Brasília (DF), que o governo do Estado atua para impedir que amapaenses sejam penalizados

A iniciativa ocorre diante da preocupação com os impactos diretos do aumento no orçamento das famílias e da necessidade de transparência em um tema que afeta diretamente a vida da população. Para o Governo do Estado, decisões dessa magnitude não podem ser tomadas sem amplo debate e sem considerar alternativas que reduzam o impacto tarifário.

A própria CEA Equatorial, distribuidora de energia no estado, também solicitou mais esclarecimentos à agência reguladora sobre como serão considerados na tarifa os recursos provenientes da repactuação do Uso do Bem Público (UBP) – encargo pago por hidrelétricas à União, e que pode ser utilizado para reduzir as tarifas de energia nos estados das regiões Norte e Nordeste. Apesar de ser gerador de energia elétrica para todo o país, a partir de quatro usinas hidrelétricas, o Amapá paga uma das tarifas de energia mais caras do Brasil.

Imagens: Divulgação/GEA

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo