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Companhia Docas anuncia leilão em nova área do Porto de Santana

O Porto de Santana tem papel importante na região Norte, destinado especialmente ao escoamento da produção de grãos e cavaco de madeira do Amapá para o comércio exterior.

Elden Carlos – Editor

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) definiram para o dia 26 de fevereiro do próximo ano o leilão da área MCP01, pertencente à Companhia Docas de Santana (CDSA). O evento será realizado na bolsa de valores de São Paulo (B3). O anúncio foi confirmado nesta quinta-feira (18) pela companhia que administra a área portuária de Santana, município localizado a 17 quilômetros da capital, Macapá (AP).

O Porto de Santana tem papel importante no estado do Amapá e na região Norte, destinado especialmente ao escoamento da produção de grãos e cavaco de madeira da região. A previsão de investimentos é da ordem de mais de R$ 150 milhões. A empresa vencedora terá concessão de exploração da área pelo período de 25 anos. Ainda existem outros três terminais que serão leiloados no mesmo dia. Natal NAT01 (RN), Porto Alegre POA26 (RS) e Recife TMP (PE).

Segundo a CDSA, em outubro deste ano o Porto de Santana alcançou movimentação recorde de cargas. Foi registrado um crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2024, resultado que mantém a tendência de expansão ao longo do ano. A movimentação geral manteve a média de 320,6 mil toneladas mensais, impulsionada, principalmente, pelo desempenho da soja.

Entre as cargas de maior movimentação em outubro a soja liderou as exportações com 35,0% do total, seguida pelo milho, 25,6%, e cavaco de madeira, com 25,5%. A área MCP01 tem importância significativa dentro do planejamento estratégico de expansão e melhoria das operações portuárias desenvolvidas pela CDSA.

“Esse primeiro bloco de leilões portuários de 2026 reflete uma visão de longo prazo para a infraestrutura aquaviária brasileira. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários atua para garantir um ambiente regulatório seguro e eficiente, que estimule investimentos, amplie a capacidade dos portos e dê mais dinamismo à logística nacional. São projetos que fortalecem a integração regional e transformam infraestrutura em desenvolvimento”, finalizou o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias.

Imagens/ MPort

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